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"Somente aqueles que nunca deram um tiro, nem ouviram os gritos e os gemidos dos feridos, é que clamam por sangue, vingança e mais desolação. A guerra é o inferno."

A frase acima atribuida ao Gen. William T. Sherman foi sentida de forma lúdica nesse dia.

A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja.

O Vietnã havia sido colônia francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser aliado dos Estados Unidos e, portanto, com um sistema capitalista. 

 Principais causas da Guerra

 A relação entre os dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues (guerrilheiros comunistas), com apoio de Ho Chi Minh e dos soviéticos, atacaram uma base norte-americana no Vietnã do Sul. Este fato deu início a guerra. 

Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu-se apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora Estados Unidos e União Soviética também prestassem apoio indireto. 

Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos. 

Revivemos um pouquinho de forma lúdica em sem os horrores da guerra essa batalha nos dias 28 e 29 de Julho de 2018 em um evento organizado pelas equipes de airsoft CTA e DELTA FORCE no  2º encontro Old School que recriou parte do conflito em uma ilha praticamente desabitada em São Francisco do Sul, a Ilha do Cação.

O jogo foi fechado e somente para convidados e nos sentimos honrados pela participação que priorizava o Fair Play, ou seja, o jogo justo, sem imortais. O intuito lá não é ganhar e sim participar. Se o seu oponente foi mais rápido que você, se ele te viu antes e te alvejou, não importa se você rastejou durante a manha inteira. Volte ao ponto de partida e comece de novo. Na guerra real não existe segunda chance. Se você não foi o mais rápido vai virar estatística, vai virar nome de turma.

Começamos atravessando o canal de barco que comportava somente 5 pessoas sem os equipamentos. Essa travessia já nos dava a sensação de realidade vendo vários barquinhos com caras fardados e muito equipamento sendo transportado para a ilha. Parecia realmente o esforço de guerra e a logística empregada para isso. Claro que não havia alí a tensão do combate real e sim a uma alegria que corria por todos.

A travessia foi de mais ou menos 5 a 10 minutos com o barquinho passando por ondas e salpicando de água salgada seus ocupantes.

Alguns já chegaram as 06:00hr da manha e montaram o acampamento nas áreas designadas. 

Nós faríamos parte do exercito vietnamita e combateríamos o exercito americano. 

Fomos recebido no local de desembarque por parte de nossa equipe que estava empolgada com o inicio dos combates. Eles já haviam armadilhado o terreno com minas de proximidade, cordéis de tropeço e montado estrategias de resistência.

Do local de desembarque até nosso acampamento andamos algo em torno de 1 km com todo o equipamento que era composto por tudo que iriamos utilizar nesses 2 dias. Mochilas com barracas e sacos de dormir, alimentação, munição, armamento, equipamento e tudo o que você pode achar que iria precisar. A mochilas estava pesada? Cada um carrega seu conforto amigo. É assim na guerra, é assim na simulação de guerra, é assim na vida.

Montei minha MOCHILA RECON com tudo o que precisava e bora pro combate.

Recebemos duas peças de roupas no estilo vietnamita e um chapéu. Toda a nossa equipe estaria com essa roupa e os americanos fardados, o que facilitaria a identificação na mata. Será?

O terreno foi armadilhado com minas de proximidade e cordéis de tropeço, criando um perímetro seguro para o acampamento vietnamita.

Não só o terreno foi ambientado como também nossos parceiros vietnamitas estavam se transformando em moitas que andavam. Camuflagens de vegetação local foram feitas pelos mais empolgados com cipós, redes de pesca encontradas na praia. Logo os chapéus em estilo vietnamita já estavam cobertos de folhagens, bases para as costas e armamentos estavam irreconhecíveis.

Viver o conflito 

O primeiro combate foi definido após todos se reunirem na área americana para a divulgação das regras. 

A missão americana era buscar uma maleta em um local próximo ao acampamento vietnamita. tenho que dizer que existia uma via de acesso limpa ao local com mais ou menos 500 metros. O resto? mato. A vida dos americanos não seria fácil. A estratégia deles foi se dividir em pelotões e tentar cumprir a missão.

O conflito durou até a noitinha com várias baixas de ambos os lados. Podemos sentir ali a  dificuldade de ser atacado por todos os lados em um local desconhecido e de forma implacável por uma força superior. A morte, ou em nosso caso a bolinha, poderia vir de qualquer lugar e tivemos até amigos atirando em amigos devido a dificuldade de identificação na mata escura. 

Após o combate fomos convidados a um jantar com direito a porco assado no acampamento americano e o conflito sessou por alguns momentos até as barrigas enxerem. Nada como a mesa farta para se deixar de lado as diferenças não é?

No acampamento vietnamita, acontecia outra festa ao redor da fogueira com faces felizes e homens parecendo meninos divagando sobre vários assuntos e se divertindo muito. Nem parecia que do outro lado tinha alguém querendo o seu coro. 

Jantamos e nos confraternizamos inclusive com nossos companheiros que caíram no combate, coisa que na vida real nesse momento, você estaria lamentando. Óbvio que  não há comparação de se estar em um combate real. 

A frase acima atribuida ao Gen. William T. Sherman foi sentida de forma lúdica nesse dia.

Na manha seguinte, enquanto preparava-mos nosso café da manha, fomos inspecionados por uma patrulha americana e encontraram um de nossos integrantes portando uma arma e ele foi preso. Iniciou ai nossa segunda missão que seria resgatar esse prisioneiro. Os americanos deixam um atirador em uma das curvas do caminho com suporte e isso impedia nossa investida. Muitos caíram ali tentando resgatar uma única pessoa. Cumprimos a missão.

O ponto culminante para nós vietnamitas foi quando os americanos precisariam invadir nossa base e preparamos toda a via para recebe-los. Nessa missão, quem fosse morto não poderia retornar.

Montamos na via uma suporte de cada lado na via bem escondidos na mata. Dois outros caras com ficariam afastados das suportes cerca de 10 metros e um ficaria muito mais a frente para pegar os atrasados do Enem que por acaso pudessem querer retornar de nossa emboscada.

Outra equipe ficou no meio da via chamando a atenção da patrulha americana de forma que nossos companheiros não fosse percebidos. Éramos a isca. 

A idéia era deixa que a maioria deles passasse por nossas suportes e após isso, elas despejassem uma montanha da morte branca em forma de bolinhas em sua retaguarda. Faríamos o martelo e bigorna criando terror na mente de nossos inimigos.

E deu certo.

mais ou menos uns 10 americanos vinham em formação pela via. Quando percebemos que estavam se movimentando de forma lenta, fomos para mais perto atraindo sua atenção para que não olhassem para a mata e localizassem nossas suportes. Nosso pessoal sentiu o gostinho de estar próximo ao inimigo e não fazer nada. A adrenalina de deixar passar. O será que me viram? acho que virão...e agora? atirou ou não atiro. 

Eles se mantiveram no posto e disparam quando a equipe americana estava quase que totalmente dentro da emboscada. Foi uma carnificina. Nenhuma baixa vietnamita e todos da equipe americana foram baixado. O moral americano estava abalado porém não totalmente e por todo o dia agora, sabíamos que seria difícil de manter nossas posições. Fomos sendo caçados um a um por atiradores americanos que estavam na mata e muito baixaram.

O que ficou foi o fair play. Todos saíram satisfeitos do evento. Cansados mas felizes por terem participado em um evento limpo e com homens de honra.

Parabéns as equipes  CTA e DELTA FORCE organizadoras do evento,  por juntar tanta gente bacana e  que jogam limpo. Que outros jogos como esse venham.

Ao final do evento foram feitos sorteios por melhor loadout, tanto americano quanto vietnamita.

A Loja PROHUNTERS sorteou uma pistola GBB Colt 1911 como patrocinadora do evento. 

Nosso agradecimento as equipes CTA e DELTA FORCE pela produção do fantástico evento. Fez a diferença com certeza para todos que lá combateram.

Ao Yuri da BUDAGCUSTON, nosso armeiro e empolgado combatente que fez nossa noite mais divertida nosso muito obrigado.

A James feliz proprietário da Casa Caça e Pesca em Blumenau, foi um honra lutar ao seu lado e continue no caminho.

A Daniel Russo da Prohunters que sempre é pivot de ótimos jogos, nosso agradecimento sem limites. Você é o cara.

E uma agradecimento mais que especial a Felipe, nosso vietnamita original. Nos perdoe por utilizar em um jogo, uma parte da historia de seu povo que sabemos foi sofrida onde milhares perderam a vida. Nosso agradecimento a você por levar na esportiva e nos brindar com tanta sabedoria e conhecimento do conflito real. Foi uma honra lutar a seu lado e observar seu comportamento de equipe e envolvimento e disciplina com o proposto. 

A todos que participaram e não foram citados aqui, nosso muito obrigado por serem homens de honra.

Fair Play sempre
Written by Samuel Formento

CEO Warfare - Live By The Code, ex Policial Militar e um sobrevivente como você.


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