O Discurso de George S. Patton as vésperas de invadir a Normandia

As palavras de Patton foram depois transcritas por vários soldados que testemunharam os discursos.


Polêmico, extravagante, patriota e anticomunista ferrenho, o general norte-americano George Smith Patton (1885-1945) foi um dos personagens mais extraordinários da Segunda Guerra Mundial.

No comando do 3º Exército dos Estados Unidos, ganhou notoriedade por cruzar a Europa a uma velocidade espantosa, percorrendo 2 mil quilômetros e reconquistando 200 mil quilômetros quadrados de território.

Seus homens libertaram cerca de 12 mil cidades e povoados, fizeram 1,2 milhão de prisioneiros, deixaram 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos.





Algumas frases famosas de Patton

“Quando eu quero que meus homens se lembrem de alguma coisa muito importante, capricho nos palavrões. Pode não soar bem entre um bando de velhinhas, mas ajuda meus soldados.”

“Nunca aceite seus medos como conselheiros”

“O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país. É fazer o idiota do outro lado morrer pelo dele.”

“Nunca diga às pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito e elas o surpreenderão com sua engenhosidade.”

“O que é sucesso? É aquele impulso com que você pula depois que bateu no fundo.”


Os Discursos Incentivavam as Tropas

Os discursos apesar de muitos acharem agressivos, tinham a intenção de motivar as tropas inexperientes para a iminente batalha.

Patton pedia para seus soldados realizarem seus deveres independentemente de medo pessoal, estimulando-os a serem agressivos e partirem para ação ofensiva constante.

5 de junho de 1944, um dia antes dos Desembarques da Normandia

Sentem-se.

Homens, todo esse negócio que vocês ouvem sobre a América não querer lutar, querer ficar fora da guerra, é tudo besteira. Americanos amam lutar. Todos os americanos verdadeiros amam a ferroada e o choque da batalha. Quando eram crianças, vocês todos admiravam o atirador de bolinha de gute campeão, o corredor mais rápido, os jogadores da grande liga e os boxeadores mais fortes. Americanos amam um vencedor e não toleram um perdedor. Americanos jogam para vencer o tempo todo. É por isso que os americanos nunca perderam e jamais perderão uma guerra. O próprio pensamento de perder é detestável para americanos. A batalha é a competição mais significativa em que um homem podem entrar. Ela traz o que há de melhor e remove tudo que é base.

Vocês todos não vão morrer. Apenas dois por cento de vocês aqui seriam mortos em uma grande batalha. Todo homem tem medo de seu primeiro combate. Se ele diz que não tem, é um maldito mentiroso. Porém o verdadeiro herói é o homem que luta mesmo quando está amedrontado. Alguns homens irão superar seu medo em um minuto sob fogo, alguns demorarão uma hora e para alguns demorará dias. Porém o verdadeiro homem nunca deixa seu medo da morte sobrepujar sua honra, seu sentimento de dever para com seu país e sua masculinidade inata.

Vocês homens tem reclamado por todas suas carreiras no exército sobre o que chamam de ‘estes exercícios de merda’. Tudo isso foi por um motivo: garantir obediência instantânea para ordens e criar um estado de alerta constante. Isto deve ser criado em cada soldado. Eu não dou a mínima para um homem que não está sempre atento. Porém os exercícios fizeram de todos vocês veteranos. Vocês estão prontos! Um homem precisa estar em alerta o tempo todo se ele espera continuar respirando. Se não, algum filha da puta alemão irá esgueirar-se por trás dele e espancá-lo até a morte com uma meia cheia de merda. Há quatrocentos túmulos bem marcados na Sicília, tudo por causa de um homem que foi dormir no trabalho; mas são túmulos alemães, porque pegamos o bastardo dormindo antes que o oficial dele pegasse.

Um exército é uma equipe. Ele vive, come, dorme e luta como uma equipe. Esta coisa de herói individual é besteira. Os bastardos biliosos que escrevem coisas para o Saturday Evening Post não sabem mais sobre uma batalha de verdade do que sabem sobre foder. E nós temos a melhor equipe; temos a melhor comida e equipamentos, o melhor espírito e os melhores homens no mundo. Porque, por Deus, eu realmente tenho pena dos pobres bastardos que iremos enfrentar.

Todos os heróis não são lutadores de livros de história de combates. Cada homem em um exército desempenha um papel vital. Então nunca desistam. Nunca cheguem a pensar que seu trabalho não é importante. E se todos os motoristas de caminhão decidissem que não gostam do gemido das artilharias, ficassem amarelos e pulassem de cabeça em uma vala? Esse bastardo covarde poderia dizer a si mesmo: ‘Diabos, eles não vão sentir minha falta, apenas um homem em milhares’. E se todos os homens dissessem isso? Em que infernos estaríamos então? Não, graças a Deus, americanos não dizem isso. Todo homem faz seu trabalho. Todo homem é importante. Os homens de material militar são necessários para abastecer as armas, o quartel-mestre é necessário para levar comida e roupas para nós porque não há muito para se roubar onde vamos. Todos os malditos homens no refeitório, até mesmo aquele que ferve a água para impedir que nós peguemos caganeira, tem um trabalho a fazer.

Cada homem não deve pensar apenas sobre si mesmo, mas pensar no seu amigo lutando ao seu lado. Não queremos covardes amarelões no exército. Eles devem ser mortos como moscas. Se não, eles voltarão para casa depois da guerra, malditos covardes, e procriar mais covardes. Os homens mais corajosos vão procriar mais homens corajosos. Matem todos os malditos covardes e teremos uma nação de homens corajosos.

Um dos homens mais corajosos que eu já vi na campanha africana estava em um poste telegráfico em meio de um fogo furioso enquanto estávamos indo para Tunis. Eu parei e perguntei para ele o que diabos estava fazendo lá em cima. Ele respondeu, ‘Consertando o fio, senhor’. ‘Não é um pouco insalubre ai em cima agora?’, eu perguntei. ‘Sim, senhor, mas este maldito fio precisa ser consertado’. Eu perguntei, ‘Esses aviões atirando na estrada não te incomodam?’. E ele respondeu, ‘Não, senhor, mas o senhor com certeza sim’. Agora, aquele era um soldado de verdade. Um homem de verdade. Um homem que dedicou tudo o que tinha para seu dever, não importando quão grandes eram as chances, não importando quão aparentemente insignificante seu dever parecia no momento.




E vocês deveriam ter visto os caminhões na estrada para Gabès. Aqueles motoristas foram magníficos. Dia e noite inteiros eles arrastaram-se por aquelas estradas filhas da puta, nunca parando, nunca desviando de seu curso com a artilharia estourando ao redor deles. Muitos dos homens dirigiram por quarenta horas consecutivas. Nós conseguimos por meio do bom e velho culhão americano. Não eram homens de combate. Porém eram soldados com um trabalho a fazer. Eram parte de uma equipe. Sem eles, a luta teria sido perdida.

Claro, todos nós queremos ir para casa. Queremos acabar com esta guerra. Porém vocês não podem vencer uma guerra estando deitados. O jeito mais rápido para acabar é pegar os bastardos que a começaram. Todos nós queremos dar o fora daqui e limpar a maldita coisa toda, e então pegar aqueles japas de mijo roxo. O mais rápido eles forem varridos, mais rápido vamos para casa. O caminho mais curto para casa é através de Berlim e Tóquio. Então mexam-se. E quando chegarmos a Berlim, eu vou atirar pessoalmente naquele filho da puta Hitler.

Quando um homem está em um buraco de artilharia, um alemão eventualmente vai pegá-lo se ele ficar lá o dia inteiro. Para o inferno com isso. Meus homens não cavam trincheiras. Trincheiras só retardam uma ofensiva. Continuem andando. Venceremos esta guerra, mas venceremos apenas se lutarmos e mostrarmos aos alemães que temos mais culhões do que eles têm ou jamais terão. Não iremos apenas atirar nos bastardos, iremos arrancar as malditas tripas deles e usá-las para lubrificar as esteiras de nossos tanques. Iremos assassinar aqueles hunos nojentos chupadores de pau pela porra do cesto de alqueire.

Alguns de vocês estão se perguntando se irão se acovardar sob fogo. Não se preocupem com isso. Posso garantir que todos vocês irão cumprir seu dever. A guerra é um negócio sangrento, um negócio de morte. Os nazistas são o inimigo. Passeie por eles, derramem seu sangue ou eles irão derramar o seu. Atirem nas tripas deles. Abram sua barriga. Quando a artilharia estiver caindo por todo o lado e você limpar a sujeira do seu rosto e perceber que não é sujeira, é o sangue e as tripas daquilo que já foi seu melhor amigo, vocês saberão o que fazer.

Eu não quero quaisquer mensagens dizendo ‘Estou mantendo minha posição’. Não estamos mantendo porra nenhuma. Estamos avançando constantemente e não estamos interessados em manter qualquer coisa além das bolas inimigas. Iremos segurá-lo pelas bolas e iremos chutá-lo no traseiro; torcer suas bolas e chutá-lo o tempo todo. Nosso plano de operação é avançar e continuar avançando. Iremos atravessar o inimigo como merda passa por um filho da puta.

Haverá algumas reclamações que estamos exigindo muito do nosso pessoal. Eu não dou a mínima para tais reclamações. Eu acredito que um pingo de suor vai economizar um litro de sangue. Quanto mais empurrarmos, mais alemães mataremos. Quanto mais alemães matarmos, menos de nossos homens serão mortos. Se esforçar mais significa menos baixas. Quero que todos se lembrem disso. Meus homens não se rendem. Não quero ouvir de qualquer soldado sob meu comando sendo capturado, a menos que ele seja atingido. Mesmo se você for atingido você ainda pode lutar. Isto também não é besteira. Eu quero homens como o tenente na Líbia que, com uma Luger contra o peito, arrancou a arma com uma mão, tirou o capacete com a outra e acabou com os alemães com o capacete. Ele então pegou a arma e matou outro alemão. Naquela hora o homem tinha uma bala através do pulmão. Ai está um homem para vocês!

Não se esqueçam, vocês não sabem que estou aqui. Nenhuma palavra desse fato deve ser mencionada em quaisquer cartas. O mundo não deve saber o que diabos eles fizeram comigo. Eu não deveria estar comandando este exército. Eu nem deveria estar na Inglaterra. Deixem que os primeiros bastardos a saberem sejam os alemães. Algum dia, eu quero vê-los nas patas traseiras mijadas gritando, ‘Ach! É o maldito Terceiro Exército e o filho da puta Patton outra vez!’

Então há uma coisa que vocês homens poderão dizer quando esta guerra acabar e vocês voltarem para casa. Daqui trinta anos quando estiverem sentados ao lado de sua lareira com seu neto nos joelhos e ele perguntar, ‘O que você fez na grande Segunda Guerra Mundial?’ Vocês não precisarão tossir e dizer, ‘Bem, seu vovô cavou merda na Luisiana‘. Não senhor, vocês poderão olhar direto nos olhos dele e dizer, ‘Filho, seu vovô andou com o grande Terceiro Exército e um maldito filha da puta chamado George Patton!’

Certo, seus filhos da puta. Vocês sabem como eu me sinto. Ficarei orgulhoso de liderar caras maravilhosos como vocês para batalha em qualquer hora, em qualquer lugar. Isso é tudo.


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