Engenharia, resistência e evolução real no sistema MOLLE
Os coletes táticos passaram por uma transformação profunda nos últimos dez anos. Saímos de modelos com bolsos fixos, pesados e pouco adaptáveis, para plataformas totalmente modulares, pensadas para acompanhar a missão — e não limitar o operador.
Essa evolução, porém, não acontece da noite para o dia. Exige investimento, pesquisa, testes, erro, correção e, acima de tudo, compromisso da indústria em entregar algo que funcione no mundo real, não apenas no catálogo.
O Colete Tático Modular Fenrir 2 Laser Cut nasce exatamente desse processo. Ele não é um “Fenrir 1 com furo a laser”. Ele é o resultado de uma mudança completa de lógica construtiva, pensada para reduzir peso, aumentar eficiência e manter — ou elevar — a resistência estrutural do conjunto.


Fenrir 2: evolução de um conceito já testado
O Fenrir 2 surge como uma evolução direta do primeiro modelo Fenrir em sistema MOLLE tradicional (fitas). Durante muitos anos, as fitas MOLLE dominaram o mercado por um motivo simples: funcionavam.
Mas o tempo cobra seu preço.
A necessidade de:
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Automação de processos
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Padronização industrial
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Redução de peso
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Ganho de eficiência produtiva
forçou a indústria séria a buscar novas soluções construtivas. O sistema Laser Cut não é moda — é consequência.
No Fenrir 2, o corte a laser foi adotado onde ele faz sentido, com engenharia de material e testes reais, não como atalho estético.
Construído em laminado de Cordura 500D
Para fabricar um colete tático realmente funcional em Laser Cut, não basta pegar um tecido comum, jogar na máquina e sair cortando.
O tecido precisa:
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Não desfiar
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Não perder resistência estrutural
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Suportar tração, peso e uso contínuo
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Manter integridade após o corte
Foi aí que começou o verdadeiro desafio.
O problema do mercado
No Brasil, não existiam materiais prontos que atendessem ao que o projeto exigia.
Já no mercado internacional, tecidos de alta performance como o Centurion™, da Honeywell, entregam resultados excepcionais — mas a um custo incompatível com a realidade do operador brasileiro.
O Centurion™ utiliza fibras Spectra®, um polietileno de altíssimo peso molecular, cerca de 15 vezes mais resistente que o aço em relação ao peso. O resultado são coletes extremamente leves e resistentes, porém com custo proibitivo para produção nacional em escala.

Desenvolvimento de material nacional: engenharia aplicada
Diante disso, a solução foi desenvolver.
Nossa equipe chegou a um tecido laminado nacional, combinando:
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Cordura 500D
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Camadas estruturais
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Borracha EVA
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Aditivos técnicos
O objetivo era claro: resistência estrutural compatível com uso policial e militar, mantendo controle de peso e viabilidade industrial.
Somente após alcançar o material correto partimos para a modelagem.
Modelagem: respeitar o que não pode mudar
O Fenrir 2 mantém a base estrutural do Fenrir 1, principalmente no que diz respeito às placas balísticas. Isso não é negociável. As placas são padrão e não se redesenham ao sabor da estética.
A partir disso, o foco foi melhorar:
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Ergonomia
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Distribuição de carga
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Funcionalidade em resgate
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Aparência e presença operacional
Fita de extração: detalhe que salva tempo — e vidas
A fita de extração traseira foi completamente redesenhada.
Ela agora fica escamoteada, protegida contra acionamento involuntário, e ao ser puxada:
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Se estende
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Oferece melhor ângulo de tração
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Facilita o resgate sob estresse
Durante o desenvolvimento, essa alça foi testada em laboratório para identificar o ponto exato de ruptura do conjunto tecido + costura. Não é achismo. É dado técnico.

Sistema MOLLE Laser Cut testado em laboratório
Um dos maiores mitos do mercado é que Laser Cut não aguenta peso. Aguenta — quando feito do jeito certo.
No Fenrir 2, o sistema modular foi submetido a testes de:
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Alongamento
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Tração
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Carga progressiva
Resultado técnico
👉 Cada gomo do sistema Laser Cut suporta 76 kgf de força de tração.
Isso significa que:
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Porta-carregadores
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Bolsos médicos
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Bolsos utilitários
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Cargas concentradas
podem ser utilizados sem risco de rasgo ou falha estrutural.
O problema não é o Laser Cut.
O problema são materiais ruins e projetos mal executados.
Design limpo, moderno e funcional
A frente do Fenrir 2 ficou limpa, sem fitas MOLLE tradicionais. Isso reduz peso, elimina volume desnecessário e entrega um visual mais moderno e profissional.
O laminado com EVA deixa o colete:
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Mais armado
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Com melhor presença visual
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Com sensação real de robustez ao vestir
Não é apenas aparência. É estrutura.
O colete como base da missão
O colete tático é a espinha dorsal do equipamento.
É nele que toda a carga se apoia.
Policiais, militares, socorristas, segurança privada, instrutores de tiro (CAC / IAT) e até cidadãos focados em autodefesa se beneficiam de um colete bem projetado.
Escolher um colete tático não é como escolher uma camiseta.
É como escolher um torniquete.
Quando você precisar, ele não pode falhar.
O Fenrir 2 Laser Cut foi projetado exatamente com isso em mente:
👉 cumprir a missão
👉 suportar carga real
👉 permitir que você volte para casa em segurança
Sem marketing vazio.
Sem atalhos.
Só engenharia aplicada ao uso real.





